domingo, 12 de setembro de 2010

Um perder para ganhar

O ditado do coração,
não canta beleza finita,
ele pulsa a dor de perder,
e ganha numa noite bonita
o encanto de um amanhecer.

Á ganhar,  o perder.
Ao percado, o perdão,
Ao coração, o amor,
Á ferida, toda dor.

Ganho contando todo amor que perdi,
Perco vendendo toda ilusão que consegui.
Á ilusão, meu desejo de um amor não conhecido,
e assim, garanto em meu peito mais uma dor de poeta despercebido.

Eu ganho ao perder
um amor desenfreado,
que me guia em desnorteio
pensamentos embaranhados.

Na mágia, perder para ganhar
No amor, conquistar e 'ser' amar
Na vida, aprender e guiar
Na morte, entender e aceitar.

Oração á Oxum

Senhora Oxum,
____________________________________________________________
És das águas a mais doce mãe...
pura e grande calmaria...
no teu colo trás o afago de mãe...
sê mãe de todos,
acalentadora dos aflitos.
Ho mãe
segurai em minha mão,
como teu filho que sou,
e fazei-me tranquilo, tal qual suas águas,
mansas.
Dai-me a confiança de tuas águas
que descem ribeirões, sem medo do trajeto, entrecortando a imensidão do mundo rumo as grandezas de Iemanjá,
Ho! Senhora Oxum.
Dona meu interior, guiai-me por bons caminhos,
e que eu saiba reconhecer as boas coisas
e aceitar as vem testar minha fé.
Ora iêiêô, Oxum!
Fortaleza do meus sonhos,
Ora iêiêô, Oxum!
Senhora de minha paz,
Ora iêiêô, Oxum!
___________________Assim seja________________

Gostar

Estar enamorado,
         inspirar amor,
                experimentar do amor,
 sentir sua intensidade é para os de boa casta,
                      para os que sentem a sede deste sentimento,                                                             sentem avidez pelo amor.
                      Quem deste afeto se vale jamais ficará decrépito,
 mesmo que passe o tempo,
                                       ele continuará sólido,
até que venha o termo e decida se ele (o amor) é imortal!!!

Aqui comigo

MÚSICA

Composição: Alisson Vital, Janilda Reis e Juninho do Cavaco  "Outubro 2009"

Sem você estou hoje,
Sei que não te perdi
Hoje quero ter você
Bem pertinho de mim.

Te pedi pra ficar
Pensei em não mais voltar.
Implorei, me humilhei, chorei por ti
Mas você nem se quer, olhou pra mim .

Te quero, vem. Me olha nos
Meus olhos, me faz teu refém
Do teu amor, vem...
Me ama, me abraça,
me chama de meu bem,
te quero aqui comigo.
Alisson Vital

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Infinita dor

É tão bom te ter... 
É tão ruim não te tocar...
É maravilhoso te ouvir...
É um tormento não te ver...
É puro extase te desejar...
É pesadelo não poder "te amar"
É infinita dor, amar e ser amado,
pois mesmo sendo correspondido 
há uma falta quando o você não estar 
pra mim, sempre há essa "dor"
que se transforma em lamento.
É único crer que sou amado,
é perfeito pensar em seu beijo...
é infinito. É infinito,
tudo que guardo em minh'Alma
todo meu amor, meu desejo de te ver feliz...
É infinito meu anseio, minha paixão
minha verdadeira alegria
quando penso em ter eternamente o teu amor
e poder te dar o meu amor como prova de TUDO.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Clarice Lispector

Temporada de Flores - Leoni

          ♫                      Que saudade... ♫                ♫
          ... Me espera amor que eu tô chegando,

                 Depois do inverno a vida em flores
                             Espera amor
                     nossa temporada das flores
          http://www.olharnet.blogger.com.br/315009.jpg 

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A felicidade

Conversando sobre política com um senhor de mais ou menos 60 anos, ele do nada me pergunta se sou casado, eu digo que não e ele me diz que deveria casar para ser feliz, pois ninguém consegue ser feliz sozinho. Eu simplesmente ri, e ele continuou dizendo que é com o casamento que por vezes conquistamos nossa felicidade, em meio a suas chamadas "lorotas", o senhor Zé do Chico me disse que o amor é algo que encontramos sempre, mas a felicidade desse amor nem sempre é encontrada. E o motivo disso é um só, "estamos mais preocupados com nossa felicidade e acabamos esquecendo a felicidade da pessoa que amamos". Achei meio estranho um senhor da idade dele pensar muito em amor, pois de acordo com umas conversas anteriores, pensei que não visse o amor de tal forma, logo percebi que me enganei, aquele senhor estava me dando um banho com aquela conversa, eu ali parado só ouvindo, engraçado, eu que sempre acreditei saber o que era amar e ser feliz percebo que ainda tenho muita a aprender, principalmente quando ele disse o que" Quando casamos não podemos pensar em fazer nossa feliz, devemos pensar em fazer a outra pessoa feliz plenamente, porque só assim a uma reciprocidade de felicidade", nossa quase não acreditei, não que eu esteja subestimando aquele Sr. é que o grau de instrução dele aparentemente baixo não demostrava tal pensamento, pois seu jeito rude, "bruto" por assim dizer, não poderia penso eu ter esses pensamentos. Ele ainda finalizou mandando que eu procure a felicidade da pessoa que amo e só assim encontrarei a minha. 
Hoje, não há mais pensamentos assim, eu não pensava em fazer o outro feliz primeiro eu pensava em ser feliz e fazer feliz. Apredi que a minha fewlicidade consiste em eu fazer feliz quem tanto amor.


sábado, 17 de julho de 2010

Solidão

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Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... isto é saudade.


Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe às vezes, para realinhar os pensamentos... isto é equilíbrio.


Solidão não é o o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... isto é um princípio da natureza.


Solidão não é o o vazio de gente ao nosso lado... isto é circusntância.


Solidão é muito mais do que isto.


Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma...

Chico Buarque

Crônica

Lembranças de um adeus
                   


 Andar com passos de medo não faz bem, sentir-se sozinho faz o peito queimar igual brasa no fogo, e ele segue a lembrar, do sonho que não acabou. Ele lembra...
O jovem, garoto das pedras de ouro, sentado a ver a carruagem da noite chegar, e observa a deusa da noite que trás flamejante e singular a bela lua. E com ela o anoitecer traz ao jovem rapaz, a carga solitário de um deus sem amor.
O medo da solidão eleva suas dores ao extremo, aquela realidade tão incrédula o torna incapaz de não saber viver ou não saber o que é a vida. Tão pouco tempo sem sorrir, o fez envelhecer uma eternidade. E as outras eternidades? Ele viverá tão sozinho noutras quanto já vivera nessa. 
Seu olha tão perdido vai de encontro a beleza daquela luz, que é emanada pelo sol, vem e reflete na mais bela criação da deusa da noite, aquela lua tão perfeita, não vê-la mais refletir naqueles olhos que o ensinaram a amar é quase irreal, pois na sua majestosa comunhão, não existirá futuro, só alguns poucos minutos com quem tanto ama. 
De longe, todos aqueles que conheceram a beleza daquele amor, vêem somente as sombras de duas pessoas e uma fusão do nascer da lua com morrer de um amor. E naquelas pedras de ouro, tão triste, existe agora uma carregada dor, um medo na alma, uma partilha mentirosa de risos e nenhuma palavras é dita, só lágrimas, e envolto de revolta se questiona, mas não peca pelo que diz,  Quando se perde um amor, renasce uma vida? Ele se engana? – Vida? Para aqueles dois, sentados na beira do mar, já não existe mais. 
O garoto das pedras de ouro está morto, mas ele não morre fisicamente, sua morte é subjetiva, pois sua dor de não ter mais quem amava, o faz perder todo prazer de existir, de acreditar que vive.  E elevando seu corpo sobre aquele que já não vive, sente nas mãos o último pulsar daquele coração que tanto o amou. 
Qual nebulosa se torna a noite. O vento trás consigo o som da selva e parece que os espíritos da mata choram sua dor. O mar reluzindo o luar, tão brando, tão negro na noite, exprimindo seu padecer com ondas leves, suaves, e elas chamam aquele corpo já sem vida, inerte a este mundo e a qualquer outro que possa existir. O garoto das pedras de ouro caminha pelas areias e em seus braços carrega o amor não mais vivo, vai em direção ao mar, que clama pelo corpo, tão pálido, sem movimentos próprios, um corpo sem alma, cavalo sem domador.
Seus pés finalmente tocam a água, que de tão ansiosa parece estar numa ebulição de frialdade, o garoto continua a entra mar a dentro, ele não conhece o mar, mas o mar o conhece bem, viu aquele garoto crescer, brincou com ele ali na praia de Afrodite. Cominhando, ohos fechados, a água em seu peito, ele vai soltando ao poucos o corpo, é tão sem igual esta cena, pois o mar toma o defunto como se fosse seu e empurra aquele garoto para fora, não demora o corpo está submerso, não mais existe em face da terra. Ele grita! O medo e a dor em seu coração o faz sentir o ápice de toda e qualquer desventura da vida,  parece louco. Suas palavras ecoam em seu silêncio e tão alto ele chora com a alma. Cai por terra suas lagrimas. Seu olhar fixa-se na luz da lua refletida naquele mar, que agora é a casa de seu eterno amor. Ninguém o ampara , ele volta a suas pedras, tão ouro, tão solidão. Um sono consome seus olhos, fecha-os com esperança de também morrer, mas como pode um deus morrer? 

Essas lembranças não fogem da sua memória e cada vez que recorda, ele revive, mas andar com passos de medo não faz bem, sentir-se sozinho faz o peito queimar feito brasa no fogo, ser eterno nem sempre dá aos deuses uma eterna felicidade. Ele ainda chora. Chora ele, longe de seu coração, chora mais uma eternidade.

[continua]